Dicas essenciais sobre o novo acordo ortográfico

By 19 de abril de 2016A linguagem no dia a dia

Depois de ser adiado uma vez, o novo acordo ortográfico passou a vigorar desde 1º de janeiro de 2016. Agora não tem mais jeito: é preciso aprender as novas regras e se adequar a elas para não perder pontos nas aulas de Português.

Se você ainda não dominou as novas regras, ou acha que elas não fazem nenhum sentido, não se preocupe: no post de hoje vamos explicar as principais mudanças e dar exemplos para ficar fácil de entender. Confira:

Ideia: ditongos abertos “ei”, “oi” e “eu”

Os ditongos abertos “ei”, “oi” e “eu” em palavras paroxítonas são mais acentuados. Antes que você se desespere, vamos explicar: isso significa que palavras como “ideia”, “geleia”, “joia” e “jiboia” não são mais acentuadas, mas “chapéu” e “anéis”, sim. A diferença aqui é que, no último grupo, o ditongo (ou seja, o encontro das vogais em uma mesma sílaba) acontece no final da palavra.

Para: acentos diferenciais

O novo acordo ortográfico também eliminou os acentos diferenciais (aqueles usados para marcar a diferença entre duas palavras iguais) na maioria dos casos, como “para”, que pode ser preposição ou verbo, e “pelo”, que pode ser preposição ou substantivo. Vale lembrar que essa regra se aplica também a substantivos compostos: agora se escreve “para-brisa” em vez de “pára-brisa”.

As 2 únicas exceções a essa regra são o verbo “pôr” e o verbo “pôde”, para que não seja confundido com o presente “pode”.

Voo e cinquenta: outros acentos que caíram

Outros acentos que também caíram foi o circunflexo dos hiatos “oo” e “ee” (como em “voo”, “enjoo”, “leem” e “creem”) e a trema, aqueles dois pontinhos acima do “u” que indicavam que ele é pronunciado. Tranquilo?

Micro-ondas: as novas regras de hífen

Um dos pontos que causam mais confusão do novo acordo ortográfico é o hífen, pois existem muitos casos possíveis e para cada um deles a regra funciona de uma maneira. Se esse pequeno sinal gráfico te confundia antes, agora é um excelente momento para dominá-lo de uma vez por todas. Vamos ver alguns dos casos mais comuns:

Quando o segundo elemento começa com “h”

Termos como “super-herói” e “pré-história” levam hífen. Não existem exceções a essa regra.

Quando existem vogais ou consoantes iguais

Termos como “sub-bibliotecário”, “anti-inflamatório” e, por mais feio que pareça, “micro-ondas” levam hífen para evitar que duas letras iguais se encontrem. Porém, essa regra não se aplica para termos formados por um prefixo que termina com vogal e um radical que começa com “r” ou “s”, como “ultrassom”, ou “motosserra”. Como você deve ter reparado, nesses casos é preciso dobrar a consoante.

Quando os prefixos “pan” ou “circum” são seguidos por “m”, “n” ou vogais

Termos como “circum-navegação” ou “pan-americano” levam hífen em decorrência da sonoridade do termo resultante.

Com os prefixos “pós”, “pré” e “pró”

Aqui, a regra é bem simples: sempre que um desses prefixos for usado, o hífen também será.

Vale lembrar, é claro, que todas essas regras podem se aplicar ao mesmo tempo. Ou seja, no termo “pan-helenismo”, apesar de o prefixo não ser seguido por “m”, “n” nem vogal, ganha hífen pois o segundo elemento começa com “h”.

A primeira vista, parece que o novo acordo ortográfico faz muitas mudanças difíceis, mas, uma vez que você entende as novas regras, fica fácil dominar a nova grafia das palavras. E aí, ainda tem alguma dúvida? Achou que as mudanças simplificam ou complicam? Conte para a gente nos comentários!

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