Como motivar crianças menos atentas?

By 25 de março de 2015Desempenho Escolar

Para pais, mães e professores, lidar com crianças no dia a dia costuma ser, muitas vezes, um processo exaustivo e que gera muitas dúvidas, já que, principalmente os mais novos, com idade pré-escolar e de alfabetização, estão em uma fase em que comportamentos de hiperatividade, desatenção e falta de foco são mais intensos e acabam por atrapalhar o desenvolvimento social e acadêmico da criança.

Oferecemos a você algumas dicas que podem ajudá-lo a contornar dificuldades que envolvam esses tipos de comportamentos. Fique atento e pratique com seu baixinho!

O fisiológico e o patológico

Antes de mais nada, saiba que a fase infantil é naturalmente marcada por comportamentos de desatenção e hiperatividade. Crianças são comumente bagunceiras, desatentas, super ativas e desconcentradas. Essas características vão diminuindo de intensidade com o tempo, principalmente após a adolescência.

Contudo, caso você repare que existe uma consistência e intensidade incompatíveis com outros colegas da mesma idade, por exemplo, talvez seja hora de procurar a ajuda de um especialista, como um psicopedagogo ou psicólogo. Esses profissionais saberão avaliar se esses comportamentos são uma questão de idade ou ambiente vivenciado pela criança, ou se realmente representam sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção (TDA), Transtorno de Déficit de Atenção associada à Hiperatividade (TDAH), ou até mesmo outros distúrbios neurodesenvolvimentais.

Desconsiderada qualquer condição clínica que requeira ajuda especializada através de medicamentos e psicoterapia, basta você testar algumas táticas que podem ajudá-lo no dia a dia com seu filho, o que nos leva às próximas dicas.

Prevenindo problemas futuros

A desatenção, seja ela patológica ou não, pode diminuir a performance da criança em atividades acadêmicas e domésticas, além de trazer prejuízos sociais, uma vez que o aluno que tem dificuldades em manter o foco nas atividades, e também os mais hiperativos, são normalmente “excluídos” dos grupos dos quais fazem parte, o que pode inclusive levar a distúrbios de personalidade na fase adulta. Veja algumas dicas para motivar crianças menos atentas:

Exercícios cerebrais

Existem jogos e softwares super atrativos que realizam o “neurofeedback” — um treino do cérebro para que a criança aprenda a dispersar cada vez menos e com menor frequência. Um exemplo disso é o Lumosity, um site projetado por neurocientistas de várias universidades dos EUA que conta com diversos exercícios e jogos para a mente.

Menos estímulos

Se a criança estiver realizando atividades escolares, mantenha-se próximo dela e certifique-se de estar em um local com o mínimo possível de estímulos que desviem sua atenção, como portas, janelas abertas, crianças brincando e sons em demasia.

Contato visual

Mantenha contato visual e abaixe-se para conversar com a criança, mantendo-se na altura dos olhos dela — principalmente se estiver chamando a sua atenção. Instruções passadas calma e claramente, através de um firme contato visual, facilitam o entendimento.

Rotina estruturada

Mantenha uma rotina fixa no dia a dia doméstico. Crianças mais desatentas e hiperativas possuem maiores dificuldades com mudanças no seu ambiente e cronograma de tarefas.

Terapia

Se houver possibilidade, e necessidade, procure ajuda de um psicoterapeuta ou psicopedagogo. A terapia, principalmente a Terapia Cognitivo-comportamental (TCC), possui uma série de vantagens às crianças desatentas.

Convívio social

Incentive o contato social do seu filho. É bom que ele consiga estar entre outras crianças com comportamentos diferenciados. Isso pode ajudá-lo a enxergar e mediar suas próprias condutas.

Liberação de energia

É importante também que a criança realize atividades mais dinâmicas, interativas e esportivas. Isso a ajudará a liberar suas energias nos momentos adequados.

Autoestima mais forte

Reforce positivamente quando a criança for bem sucedida em uma atividade, elogiando-a de forma a melhorar sua autoestima, fazendo-a se sentir segura, protegida e bem aceita.

Por fim, entenda que amar, cuidar e proteger nada tem a ver com permissividade. Educar significa equilibrar limites rígidos, privilégios e concessões nas horas certas. Se você não estiver sabendo manejar essas situações, procure ajuda profissional. O comportamento do seu filho tem tudo a ver com a forma como ele percebe o ambiente em que vive.

Essas dicas foram úteis para você? Conte-nos sobre sua experiência e nos ajude a compartilhar ideias!

One Comment

  • Isabel Bona Branco disse:

    Muito bacana!
    Ótimas dicas. Acho muito importante que esse tema faça parte das discussões cotidianas, pois para as familias que precisam aprender a lidar com essa característica do(a) filho(a), a informação é a melhor ajuda.
    Parabéns à equipe.

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